sábado, 23 de fevereiro de 2008

Um vídeo que todos deveriam ver...

Pessoal, vi esse vídeo no blog de meu amigo Vicente e achei importante vocês que me visitam também o vejam. Obrigado Vicente. T+

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Design Patterns

Na curta, porém rapidamente evolutiva história das ciências da computação e da engenharia de software, variaram muito as técnicas, métodos, processos, meios e recursos utilizados. Os projetos fracassavam com freqüência porque os desenvolvedores não conseguiam comunicar um ao outro bons projetos de software, arquiteturas e práticas de programação. Não faz muitos anos, estruturas de dados, fluxogramas e técnicas modulares de programação dominavam o cenário. Então, o paradigma de orientação a objetos iniciou sua trajetória. No contexto do desenvolvimento de software orientado a objetos, os padrões de projeto (…) tornaram-se um dos tópicos mais “quentes” na área de engenharia de software nos últimos anos. O simples uso da OO não garante que obtenhamos sistemas confiáveis, robustos, extensíveis e reutilizáveis. O foco das metodologias de desenvolvimento está na solução em si (o que e como) e não em suas justificativas (porque).

“Um Pattern descreve um problema que se repete várias vezes em um determinado meio, e em seguida descreve o núcleo da sua solução, de modo que esta solução possa ser usada milhares e milhares de vezes” [Christopher Alexander]. Sistematicamente nomeia, motiva e explica um projeto genérico, que endereça um problema de projeto recorrente em sistemas orientados a objetos.

As principais vantagens de utilizarmos padrões são:
  • Capturam o conhecimento e a experiência de especialistas em projeto de software, pois difícil compartilhar a experiência entre experts e novatos
  • Especificam abstrações que estão acima do nível de classes ou objetos isolados ou de componentes [Gamma et al 1995].
  • Definem um vocabulário comum para a discussão de problemas e soluções de projeto [Gamma et al 1995].
  • Facilitam a documentação e manutenção da arquitetura do software [Buschmann et al 1996].
  • Auxiliam o projeto de arquiteturas mais complexas.
Reusabilidade real não se obtém de técnicas de “cut & paste” nem do simples reaproveitamento de módulos de software. E melhora do uso não se obtem reusando o mesmo template milhares de vezes e sim entendendo a tarefa do usuário e como a funcionalidade se encaixa no processo.

Este texto foi compilado a partir de várias fontes publicadas na internet.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Aprendendo a Gerenciar Riscos

Gestão de Risco Pessoal.

Uma definição comum de risco é “Um evento ou condição incerta que se ocorrer, terá um efeito sobre pelo menos um objetivo”. Essa definição genérica nos permite aplicar a gestão de riscos para uma grande gama de atividades, onde quer que possamos definir objetivos distintos. Isso inclui a gestão de riscos pessoal, identificando e gerenciando as incertezas que podem afetar a conquista dos nossos objetivos pessoais.

Como em qualquer outra área de aplicação, a gestão de riscos pessoal pode ser aplicada em diferentes níveis de detalhe. O segredo está na habilidade em especificar bem os nossos objetivos pessoais. Num nível mais alto podemos dizer que o nosso objetivo é ser “feliz, saudável, estar em forma e ser sábio” e podemos identificar e gerenciar os riscos pessoais estratégicos que podem afetar estes objetivos principais. Isso requer a abordagem de assuntos mais amplos como nossos relacionamentos pessoais, dieta e regime de exercícios, ou investimentos e planos de pensões.

Ou podemos identificar objetivos pessoais mais específicos do tipo “Reduzir meu peso em 9 quilos até o final de junho” ou “Aprender a falar fluentemente uma língua estrangeira antes das minhas férias de verão” ou “Obter uma promoção em doze meses”. Para cada um destes objetivos específicos nós podemos então aplicar os processos de gestão de riscos para nos ajudar a alcançá-los.

O processo é exatamente o mesmo como qualquer outra área aplicação de gestão de riscos. Depois de definir os objetivos, o próximo passo é identificar os riscos, incluindo ambas: as ameaças que podem nos atrapalhar e as oportunidades que podem nos ajudar. Para um objetivo de desenvolvimento de carreira, por exemplo, os riscos negativos poderiam incluir o seguinte: eu poderia ser designado a uma nova função que absorva todo o meu tempo e energia; eu poderia investir em uma formação que não forneça as técnicas ou conhecimentos necessários; eu poderia ter expectativas irrealistas e desistir.

No lado positivo, uma nova oportunidade pode surgir no trabalho ou em outro lugar; eu seria capaz de utilizar habilidades completamente diferentes para mudar de área; eu poderia encontrar alguém que me oferecesse meu próximo trabalho ideal. Após a identificação dos riscos vem a análise qualitativa e quantitativa, estimando a probabilidade e o impacto de cada risco identificado para priorizá-los para ações futuras. Escalas simples com “alto/médio/baixo” podem ser usadas para este propósito, permitindo encontrar as piores ameaças e as melhores oportunidades.

Isso precisa ser seguido de um plano de respostas a riscos, encontrando as ações eficazes e apropriadas para minimizar as ameaças e maximizar as oportunidades. Algumas dessas ações podem ser simples (conversar com o chefe ou colegas sobre possíveis oportunidades internas, procurar cursos de formações disponíveis) e outras ações podem exigir um esforço e investimentos maiores (obter coaching para explorar melhor meus objetivos pessoais, juntar-se a uma associação profissional para melhorar meu networking). Finalmente, as respostas identificadas precisam ser implementadas e seus efeitos devem ser monitorados, para verificar se estão nos conduzindo em direção aos nossos objetivos. Onde for necessário, devemos desenvolver novas respostas, permanecendo-nos alertas a possibilidade de riscos secundários. E nossa análise qualitativa e quantitativa de riscos deve ser atualizada com freqüência para encontrarmos e respondermos as novas ameaças e oportunidades.

O começo de um Ano Novo pode ser um bom momento para aplicarmos a gestão de riscos pessoal, revendo onde estamos atualmente em relação onde queremos estar ou chegar, e desenvolver estratégias e ações para mudar onde for necessário. A gestão de riscos não é aplicada somente no trabalho ou para o mundo dos negócios, ela pode nos ajudar também a conquistar nossos objetivos pessoais. Tente aplicar os processos de riscos para sua vida pessoal e você perceberá que diferença isso pode fazer.

Esse artigo foi criado por Dr David Hilson PMP FAPM.